Goles

Champagne Perrier-Jouët: Dois séculos de borbulhas refinadas


Postada em 14/10/2015 às 08:17
Por Glaucia Balbachan


Adoráveis Perlages


Está ligado à elegância, refinamento, grandes festas e celebrações, ligado ainda à leveza, frescor, sentimento, réveillon, delicadeza, pódio de Fórmula 1, batismo de navio, alimento para alma e felicidade, história, arte e compartilhar com o outro. Para falar de um Champagne os sinônimos são intermináveis.



A história da marca Perrier-Jouët é tão fascinante quanto seu produto. Com 200 anos de vida, a bebida exuberante e cristalina foi apresentada adoravelmente pela embaixadora do Champagne no Brasil – Fabyola Soares. O cenário escolhido para degustação guiada das três amostras vindas da região francesa foi a Casa da Travessa em SP – Escola de vinhos da especialista e sommelière Daniela Romano.


A história começa em 1811 com a união dos jovens Pierre Nicolas Perrier e Adéle Jouët – juntos trilharam o caminho de sucesso da Maison Perrier-Jouët, em Epernay, na França.
Vanguardista, foi o primeiro vinho a colocar o ano da safra na garrafa, ter a marca registrada por conta de falsificação e por torná-lo Brut em seu estilo. Foi oficialmente o Champagne da Rainha Vitória, de Napoleão III, da Corte Russa, da Corte Belga e dos artistas da Belle Epoque em 1890.



Sua maior característica é o floral que se destaca no aroma. O segredo do sucesso da marca é fazer o mesmo champagne sem mudar nada – tudo é igual há 200 anos. A identidade é original e se mantém boutique (produção pequena). A demanda é maior que a oferta e nem por isso vão aumentar a produção - a receita é essa e ponto. Com 65 hectares de vinhedos as uvas cultivadas são: Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier.



A colheita é 100% manual e a prensa é feita nos vinhedos e depois vai direto para a Maison. Todos os vinhos passam por fermentação malolática (para equilibrar a acidez no vinho e trazer aromas e sabor amanteigados com notas de brioche e nozes).
A primeira amostra foi com o cartão de visitas da Maison - Perrier Jouët Grand Brut. Com borbulhas rápidas e pequenas, o vinho traz aroma floral e frutado com notas de baunilha e pão. Na boca é fresco, delicado, mineral e envolvente. Final longo.
Depois foi servido o emblemático Belle Epoque safra 2005 – Com Perlages delicadas, o vinho elegante e saboroso apresenta aromas de brioche, manteiga e baunilha com toque floral presente. É intenso e complexo em boca com estrutura mineral e final persistente.



E por fim, a degustação guiada foi fechada com chave de ouro com o Blason Rosé. Borbulhas leves, rápidas e miúdas o vinho é mais frutados no nariz com leves notas florais. Na boca tem mais corpo que os outros dois vinhos degustados. É complexo, gastronômico e com final persistente – delicioso. (Fabyola Soares - Embaixadora da Peiirie-Jouët no Brasil - foto abaixo)



Ligada à estética, a marca francesa também pensou na arte das garrafas. Por conta do floral da bebida em 1902, o artista Emile Gallé introduziu delicadas anêmonas brancas firmando a primavera. Mais tarde em 2000, o brasileiro Vik Muniz contribuiu a arte com um beija-flor em pó de ouro com as flores brancas no Champagne Belle Epoque safra 2005, que no lançamento custou R$ 1.795,00. É possível encontrar as borbulhas de Perrier-Jouët nos restaurantes Maní, Hotel Emiliano, Hotel Unique e o restaurante D.O.M. Forte patrocinadora de arte, é possível ver a marca do Champagne em algumas vernissages.



Serviço: Champagne Perrier Jouët Brasil
Tel: (11) 3026-3400 / (11)99352-3632
[email protected]


Serviço: Casa da Travessa – Cursos livres e profissionalizastes de vinho
Rua Estevão de Almeida, 40 – Perdizes/SP
Tel: (11) 3966-8212/ 99376-6663/97677-1124
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www.casadatravessa.com.br


Fotos: Divulgação