Novo Mundo Goles

As borbulhas sustentávies da Chandon

A Casa Chandon SP reuniu gastronomia, arte, música e ciência em uma edição que colocou a viticultura regenerativa no centro da conversa e o espumante, onde sempre esteve: na mesa


Postada em 13/08/2026 às 11:07
Por Glaucia Balbachan


Há eventos que entretêm. E há eventos que ficam. A Casa Chandon SP pertence ao segundo grupo. Mais uma vez, a marca abriu suas portas — desta vez no endereço da Casa Higienópolis, ao lado do Pátio Shopping, no coração de São Paulo — para uma programação que reuniu workshops, talks, harmonizações, arte, música, gastronomia, mixologia e encontros que produziram algo mais raro do que qualquer bolha: conexão genuína.

A edição deste ano foi marcada por uma declaração de princípios. A Chandon escolheu colocar a viticultura regenerativa no centro da experiência — não como tendência, mas como um caminho sem volta e um compromisso. Uma apresentação em 3D conduziu os convidados pelos vinhedos de Garibaldi, no Rio Grande do Sul, onde capivaras, abelhas e uma diversidade de espécies convivem com as videiras em um ecossistema cuidadosamente cultivado. O solo que respira. A vinha que escuta. E o espumante que, ao final desse ciclo, carrega em cada borbulha a memória de tudo que foi devolvido à terra.

Da imersão visual, partiu-se para a imersão sensorial. Um tasting harmonizado apresentou dois espumantes da linha brasileira e um espumante drink elaborado com uvas do terroir argentino — o Chandon Garden Spritz, que trouxe para a tarde uma leveza cosmopolita e muito bem construída. A harmonização foi conduzida com o rigor e a generosidade que a marca imprime em cada detalhe.

O almoço que se seguiu foi obra da chef Cafira Foz, que assinou pratos à altura do momento: composições bem brasileiras que respeitam o ingrediente e dialogam com a elegância sem afetação do Chandon Brut, enquanto a sobremesa encontrou no Demi-Sec o par perfeito com doçura que não cansa e frescor que surpreende. Tudo aconteceu no terraço, sob aquela luz peculiar de um dia de verão plantado no meio do inverno paulistano. Uma tarde que não precisava de mais nada para ser completa e ainda teve.

O encerramento ficou a cargo de Eugenio Barbieri, agrônomo da Chandon, que conduziu uma conversa franca e apaixonada sobre as práticas regenerativas que a marca vem adotando em seus vinhedos. Com a autoridade de quem acompanha o solo de perto e a generosidade de quem sabe que esse conhecimento precisa circular, Barbieri descreveu os resultados positivos já observados — na microbiologia da terra, na vitalidade das plantas, na identidade dos espumantes. Uma conversa que, sozinha, justificaria a tarde inteira.

A Casa Chandon SP não é apenas um endereço temporário. É uma declaração sobre o que uma marca pode ser quando decide que ter presença no mundo significa, antes de tudo, cuidar dele.

 

Casa Chandon SP Edição 2026

Instagram: @chandon_brasil

Fotos: Empratado