Pratologia

A História da Alcaparra


Postada em 01/04/2013 às 15:15
Por Glaucia Balbachan



 De sabor marcante e aroma inconfundível, esse condimento é originário do mediterrâneo. A alcaparra é uma flor bastante apreciada na cozinha internacional. Conhecida desde a antiguidade, os romanos gostavam de conservá-la em sal e vinagre. Logo foi chegando na Espanha, França e Itália (na região da Sicilia) e na Grécia.


O saboroso botão de flor

A alcaparra possui talos espinhosos, que chegam a atingir mais um metro de comprimento, com folhas grandes e arredondadas. Normalmente na cor branca, suas flores têm grandes estames e nascem na base das folhas. A colheita é feita de forma manual. Depois, o broto da alcaparra é exposto ao sol durante um dia inteiro, para perder um pouco da água. Quanto menor o broto, mais apreciado e maior o valor de mercado.

É como um “botãozinho de flor”, que tem sabor suave, sendo ao mesmo tempo, ácido e doce. Para conserva, os brotos ficam submersos em uma mistura de vinagre e sal, realçando o sabor.

Seu uso mais comum é em saladas, massas, pizzas, carnes e molhos – é presença fundamental no molho tártaro. Na cozinha italiana é um ingrediente bem popular como em macarrão ao molho de anchovas, mais conhecido como “Salsa Puttanesca”.

As flores de espinos da alcaparra

Uma dica: Não se devem colocar as alcaparras no início do cozimento, para que o sabor seja mantido. Sempre no final. O ácido cáprico é seu princípio ativo mais importante, possuindo uma ação digestiva e estimuladora do apetite. A alcaparra pode ser utilizada inteira e salpicada nos pratos prontos.

Uma curiosidade: Por ter sabor marcante, na antiguidade a alcaparra era usada para mascarar o sabor rançoso das carnes já passadas.