Goles Novo Mundo

Wines of Argentina 2019: A implacável arte de fazer vinho


Postada em 09/09/2019 às 15:28
Por Glaucia Balbachan


São mais de 500 anos fazendo história no mundo do vinho na América do Sul e fora dela. O vinho argentino é arrebatador e cada vez mais, o seu objetivo é melhorar a cada safra. Para isso, está havendo muito estudo, pesquisa e experimentos com solo, terroir, algumas variedades em diferentes regiões de produção de uvas.


O Brasil está em 4º lugar no ranking de exportação no mundo, ficando para trás dos Estados Unidos, Reino Unido e Canadá. Um time de importantes enólogos argentinos como: Sebastián Zuccardi, Edgardo Del Pópolo, Alejandro Sejanovich, David Bonomi e Alejandro Vigil vieram à São Paulo para um evento realizado pela ATE - Argentina Tasting Experience.



Em sua 3ª edição, três masterclass foram apresentadas para mostrar o andamento e o futuro da produção do vinho argentino daqui pra frente. O Mapa da Malbec na Argentina e o Novos Terroirs argentinos foram pontos centrais escolhidos para o evento, trazendo 41 rótulos.


Malbec – A variedade mais importante no pais


Casta francesa que se deu muito bem em solo argentino e vem aumentando cada vez mais sua produção nos últimos 15 anos. E 88% dos novos hectares estão localizadas em Mendonza. Planta-se Malbec no Norte, Cuyo, Patagônia e Atlântico em 200.953,50 hectares em todo o país. Definitivamente é a uva rainha da Argentina.


Belos rótulos foram apresentados pelo time de enólogos perito no assunto. Esses vinhos estão leves, frutados e muito bem feitos. Um exemplo disso fica por conta do Fuego Blanco Valle Del Silex Flintstone safra 2015. Fruta negra e fruta vermelha no nariz, fresco, agradável, saboroso e equilibrado na acidez e taninos, o final é marcante. (www.bodegalostoneles.com ou @bodegalostoneles).


Outro exemplo sem erro foi o Catena Zapata Malbec 2015. Fermentação alcoólica e malolatica feita em barricas com leveduras indígenas na composição do vinho somados a 18 meses de envelhecimento em carvalho francês. O vinho resultou a frutas vermelhas no nariz e adorável complexidade. Macio, picante em boca com taninos e acidez bem trabalhados. Equilíbrio é uma boa palavra pra traduzir o trabalho. (www.catenawines.com / @catenawines).


Novos Terroirs – Argentina abrindo novos caminhos


Talvez a melhor masterclass da noite. A influência dos Andes, as altitudes, os efeitos das diversas temperaturas e formação do solo de variedades distintas como de calcário, granito e carbonato de cálcio trouxeram diferentes resultados nos vinhos argentinos em diferentes regiões do país.


Pontos fortes foram o DOC argentino. Estão estudando a denominação de origem que faz parte da evolução de zonas, solos e clima para o cultivo das uvas. Na degustação alguns tipos de vinho argentino que foi muito bom de degustar. Vinhos com taninos e acidez bem trabalhados, variedades como Cabernet Franc deliciosamente bem feitas. Pura virtuosidade.



Uma boa surpresa foi o Bonarda – Catena Zapata 2016


Com passagem de 18 meses de carvalho francês é um vinho apetitoso. Frutado, com taninos mais macios e leves, é a uva queridinha do argentino. Traz complexidade no nariz além de baunilha e especiarias. Na boca fácil de beber e de gostar. Bela investida. (www.catenawines.com / @catenawines).


For fim, fechamos com o Malbec Chañarmuyo Gran Vino 2007.



Bom nos aromas e no paladar. Baunilha e notas de coco no nariz, frutas vermelhas na boca, taninos e acidez bem trabalhados. Típico vinho de guarda, que daqui uns 10 anos estaria ainda melhor. Mas ainda sim, foi uma boa surpresa no final do evento. Guardem este nome Chañarmuyo. (www.chanarmuyo.com / @chanarmuyo).


 



 


Serviço: Wines of Argentina 2017


www.winesofargentina.org


Fotos: Site Empratado